O câncer de rim pode registrar um crescimento de quase 80% no Brasil e na América Latina até 2050, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). O alerta ganha destaque neste Dia Mundial do Câncer de Rim, celebrado em 18 de junho, e reforça a importância da conscientização sobre uma doença que, na maioria das vezes, evolui de forma silenciosa.
Atualmente, mais de 434 mil novos casos de câncer renal são diagnosticados anualmente em todo o mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima entre 11 mil e 12 mil novos diagnósticos por ano.
Apesar de representar cerca de 3% dos casos de câncer em adultos, a doença preocupa especialistas por apresentar poucos ou nenhum sintoma nos estágios iniciais. Segundo médicos, aproximadamente 60% dos casos são descobertos de forma incidental, durante exames de imagem realizados por outros motivos.
“O carcinoma renal costuma ser identificado por acaso, muitas vezes durante um ultrassom ou tomografia solicitados para investigar outras condições. Quando isso acontece, frequentemente o tumor ainda está restrito ao rim, aumentando significativamente as chances de cura”, explica o oncologista Artur Ferreira.
Fatores de risco
Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer de rim estão:
- Tabagismo;
- Obesidade;
- Hipertensão arterial não controlada;
- Sedentarismo;
- Doença renal crônica;
- Histórico familiar da doença;
- Síndromes genéticas hereditárias.
Especialistas destacam que hábitos saudáveis podem contribuir para a redução dos riscos, embora fatores como idade e predisposição genética também tenham influência.
Sintomas costumam aparecer tardiamente
Nos estágios iniciais, o câncer renal geralmente não provoca sintomas. Quando surgem, os sinais mais comuns podem incluir:
- Sangue na urina;
- Dor lombar ou abdominal persistente;
- Perda de peso sem causa aparente;
- Cansaço constante;
- Massa abdominal perceptível em casos mais avançados.
A presença de sangue na urina é considerada um dos principais sinais de alerta e deve sempre ser investigada por um médico.
Diagnóstico e tratamento
Os exames de imagem são fundamentais para a identificação da doença. Ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética estão entre os principais métodos utilizados para detectar e avaliar tumores renais.
Quando diagnosticado precocemente, o câncer de rim apresenta altas taxas de cura. Segundo especialistas, cerca de 70% dos casos são identificados quando a doença ainda está localizada apenas no órgão. Nesses casos, a cirurgia continua sendo o tratamento mais eficaz, com índices de sobrevida superiores a 90% após cinco anos.
Nos casos avançados, novas terapias, incluindo imunoterapia e tratamentos-alvo, têm ampliado as possibilidades de controle da doença e melhorado a qualidade de vida dos pacientes.
Médicos reforçam que manter hábitos saudáveis, controlar a pressão arterial, evitar o tabagismo e realizar acompanhamento médico regular são medidas importantes para reduzir riscos e aumentar as chances de diagnóstico precoce.
Crédito da foto: Imagem: Marko Aliaksandr / Shutterstock
Fonte: O Tempo
Crédito da matéria: otempo.com.br

















