A Lei Seca completou 18 anos nesta semana e segue sendo uma das principais ferramentas de combate à combinação entre álcool e direção no Brasil. No Rio de Janeiro, onde a operação de fiscalização foi criada em 2009, os resultados mostram avanços importantes na redução de acidentes, mas também acendem um alerta para o aumento de motoristas flagrados dirigindo após consumir bebida alcoólica nos últimos anos.
Dados divulgados pela Operação Lei Seca apontam que, entre 2014 e 2019, a alcoolemia foi constatada em 4,97% das abordagens realizadas. Já entre 2022 e abril de 2026, o índice mais que dobrou, chegando a 10,10%.
Desde o início das fiscalizações no estado, quase 5 milhões de motoristas foram abordados em mais de 42 mil operações. Nesse período, foram realizados mais de 4,5 milhões de testes de etilômetro e registradas mais de 360 mil ocorrências relacionadas ao consumo de álcool ao volante.
Os números também mostram impacto positivo na segurança viária. Entre 2008 e 2025, o Rio de Janeiro registrou redução superior a 21% na taxa de mortes no trânsito. Já o número de feridos em acidentes caiu 38,6%.
Apesar dos avanços, os dados mais recentes preocupam. Em números absolutos, os registros de alcoolemia passaram de 98.754 para 137.920 casos, mesmo com a diminuição do número de abordagens. Após índices superiores a 11% em 2023 e 2024, houve queda para 8,66% em 2025. No entanto, os dados parciais de 2026 apontam nova alta, chegando a 9,47% até abril.
Segundo especialistas e autoridades ligadas à criação da Lei Seca, os resultados demonstram a importância da fiscalização permanente e das campanhas de conscientização para evitar que motoristas coloquem em risco a própria vida e a de outras pessoas.
Crédito da foto: Reprodução/TV Globo
Fonte: @g1
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