Polícia Civil de Minas identifica fraude milionária com mais de 2 mil veículos e prende suspeitos em vários estados

Por Dentro De Tudo:

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A Polícia Civil de Minas Gerais apresentou os resultados da segunda fase da Operação Alienatio Ficta, que investiga um esquema de fraudes veiculares apontado como um dos maiores já identificados no estado e no país. Segundo as investigações, o prejuízo pode chegar a R$ 300 milhões.

De acordo com a corporação, a organização criminosa é suspeita de fraudar financiamentos e seguros de mais de 2 mil veículos. Entre as vítimas estão montadoras, concessionárias, instituições financeiras e proprietários de automóveis.

Nesta nova fase da operação, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Paraíba. Cinco pessoas foram presas, enquanto diligências também foram realizadas no Rio de Janeiro para identificar outros envolvidos. Desde o início das investigações, em outubro de 2025, nove suspeitos já foram detidos.

As apurações indicam que os criminosos clonavam dados de veículos para simular compras financiadas, contando com a participação de pessoas ligadas a concessionárias e empresas de vistoria. Em alguns casos, os automóveis sequer haviam sido vendidos ou ainda permaneciam nos pátios das montadoras.

A investigação aponta ainda que informações falsas eram inseridas em sistemas oficiais para permitir a emissão de documentos e a liberação dos financiamentos. Após a aprovação dos contratos, os suspeitos recebiam os valores obtidos de forma fraudulenta.

Segundo a Polícia Civil, o grupo também contratava seguros para veículos envolvidos no esquema e posteriormente registrava falsos furtos para receber indenizações.

Até o momento, foram bloqueados cerca de R$ 300 mil em contas bancárias e apreendidos aproximadamente R$ 5 milhões em veículos de luxo, entre eles modelos das marcas Porsche, Mercedes-Benz e Dodge Ram.

A polícia estima que a organização criminosa tenha movimentado entre R$ 100 milhões e R$ 300 milhões desde 2024. As investigações continuam e uma terceira fase da operação deverá aprofundar a apuração sobre possíveis conexões com o sistema financeiro e agentes públicos.

Fonte: g1 Minas.

Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação.

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