O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou que a mistura de etanol na gasolina deverá passar dos atuais 30% para 32% a partir da próxima quarta-feira (24), após aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
O anúncio foi feito durante visita a Mato Grosso, neste sábado (20). Segundo Alckmin, a medida deve contribuir para a redução do preço da gasolina, diminuir a emissão de poluentes e fortalecer o agronegócio e a agroindústria nacional.
“Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria”, afirmou o vice-presidente.
De acordo com o governo federal, a mudança poderá reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina. O volume seria suficiente para tornar o Brasil autossuficiente no abastecimento do combustível.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, já havia informado que a medida terá caráter temporário, com validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada pelo mesmo período mediante nova avaliação do CNPE.
A proposta faz parte das ações previstas na Lei do Combustível do Futuro, que busca ampliar a participação de energias renováveis na matriz energética brasileira e reduzir as emissões de gases poluentes no setor de transportes.
Produção de etanol de milho impulsiona setor
O crescimento da produção de etanol de milho tem sido um dos principais fatores para a ampliação da mistura no combustível. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), a expectativa é que o Brasil produza cerca de 9 bilhões de litros de etanol de milho, o equivalente a mais de 25% da produção nacional de etanol.
Mato Grosso lidera o setor e concentra aproximadamente 70% da produção brasileira. Na última safra, o estado registrou produção recorde de 5,6 bilhões de litros, com projeção de crescimento superior a 16% nos próximos ciclos.
A expectativa do governo é que a medida fortaleça a cadeia produtiva dos biocombustíveis, gere mais investimentos no campo e reduza a dependência de combustíveis importados.
Crédito da foto: Thiago Gadelha/SVM
Fonte: G1

















