A Justiça determinou que o policial penal de 45 anos acusado de matar a namorada, Priscila Azevedo Mundim, de 46 anos, será submetido a júri popular em Belo Horizonte. O crime ocorreu em 16 de agosto de 2025, no bairro Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital.
Segundo a decisão da Justiça, há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o réu responda por feminicídio duplamente qualificado, por meio cruel e por dificultar a defesa da vítima, em contexto de violência doméstica.
De acordo com as investigações, Priscila foi espancada, asfixiada e atingida por diversos golpes de faca dentro do apartamento onde o casal estava.
O policial penal permanece preso desde o dia do crime. Durante o processo, a defesa solicitou que ele fosse submetido a exame de insanidade mental, mas o laudo pericial concluiu que o acusado tinha plena capacidade de compreender seus atos no momento do feminicídio.
Familiares relataram que a vítima vinha demonstrando medo do companheiro devido ao comportamento possessivo dele. No dia do crime, preocupada por não conseguir contato com a irmã, uma familiar foi até o apartamento. Segundo o relato, o acusado atendeu uma ligação telefônica e afirmou: “Chama a polícia, que eu fiz merda”.
Na época do crime, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que o policial penal estava afastado das funções desde janeiro de 2024 por motivos psiquiátricos e que seu armamento institucional já havia sido recolhido.
Crédito da foto: Reprodução/Instagram de Priscila Azevedo Mundim
Fonte: O TEMPO


















