Uma nutricionista de 28 anos afirmou ter sido dopada e roubada pela diarista presa por suspeita de matar um casal de idosos em Belo Horizonte. Segundo a Polícia Civil, ela é uma das quatro vítimas identificadas em casos semelhantes envolvendo a investigada.
A mulher contou que contratou a diarista após receber boas recomendações em um grupo de moradores. Durante a faxina, a funcionária pediu que ela e o marido saíssem para comprar produtos de limpeza. No supermercado, a nutricionista sentiu um sono intenso e acabou dormindo por cerca de uma hora dentro do carro, no estacionamento.
Ao retornar para casa, percebeu que diversos pertences haviam desaparecido, entre eles roupas, joias e presentes de casamento. Ela registrou um boletim de ocorrência e conseguiu recuperar parte dos bens.
De acordo com a Polícia Civil, a diarista também é investigada por dopar outras vítimas durante serviços de limpeza para facilitar furtos. Entre os casos apurados está o de uma idosa de 85 anos, em Contagem.
A suspeita está presa desde o dia 2 de julho e foi indiciada pela morte de um casal de idosos, de 75 e 76 anos, assassinados dentro do apartamento onde moravam, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Durante depoimento, ela negou que o crime tenha sido premeditado e afirmou que teve um “surto” após decidir roubar uma maleta com dinheiro encontrada no imóvel. A Polícia Civil, no entanto, sustenta que as investigações apontam um padrão de atuação, com uso de sedativos para dopar vítimas antes dos furtos.
Na casa da investigada foram apreendidos R$ 18,8 mil em dinheiro, além de 165 comprimidos de um sedativo que, segundo a polícia, era utilizado nos crimes. Quatro homens também foram indiciados por receptação qualificada após comprarem objetos furtados, mas alegaram desconhecer a origem ilícita dos bens.
Foto: TV Globo/Reprodução
Fonte: g1 Minas Gerais
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