Minas recebeu mais de R$ 130 milhões em emendas sem identificação de autor, aponta estudo

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Minas Gerais recebeu mais de R$ 130 milhões em emendas parlamentares de liderança sem a identificação do parlamentar responsável pela indicação dos recursos, segundo levantamento da Transparência Brasil. O estudo aponta que, em todo o país, esse tipo de repasse somou R$ 1,26 bilhão em 2025.

De acordo com o levantamento, os maiores volumes destinados a municípios mineiros partiram de lideranças do PL e do Republicanos, que, juntos, responderam por cerca de R$ 93,5 milhões em emendas sem autoria identificada.

A ausência da informação sobre quem indicou os recursos é apontada pela Transparência Brasil como uma falha na rastreabilidade das verbas públicas, semelhante às críticas feitas ao chamado “orçamento secreto”.

O tema ganhou repercussão após investigações da Polícia Federal envolvendo o ex-deputado Eduardo Cunha e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Segundo as investigações, ambos são suspeitos de participação em um esquema de direcionamento de emendas parlamentares. Eles negam irregularidades.

Na terça-feira (14), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, reforçou que a indicação de emendas é uma atribuição exclusiva de parlamentares em exercício e declarou ilegal a chamada “terceirização” desse poder. O ministro afirmou que ex-parlamentares ou dirigentes partidários não podem decidir o destino de recursos do Orçamento da União.

A decisão também se baseia em auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), que identificaram problemas na aplicação de emendas em diversos municípios.

Foto: Victor Piemonte/STF.
Fonte: O TEMPO.

MINAS RECEBEU R$ 130 MI EM EMENDAS SEM AUTORIA IDENTIFICADA

Encontre uma reportagem