Minas Gerais cria banco de dados para monitorar facções criminosas e milícias

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

O Governo de Minas Gerais sancionou uma lei que cria um banco de dados estadual para reunir informações sobre organizações criminosas, grupos paramilitares e milícias privadas. A medida tem como objetivo fortalecer as ações de segurança pública e ampliar o compartilhamento de informações entre os órgãos responsáveis pelo combate ao crime.

De acordo com a nova legislação, o sistema será integrado ao Banco Nacional e a bases de dados de outros estados, permitindo o intercâmbio de informações em tempo real para apoiar atividades de inteligência policial, o planejamento estratégico e a formulação de políticas públicas.

A lei estabelece que a inclusão e a retirada de pessoas ou grupos do cadastro seguirão critérios definidos em conjunto entre o Governo Federal e o Estado. Entre os fatores que poderão ser considerados estão antecedentes policiais e criminais, participação em crimes, convívio no sistema prisional e vínculos financeiros ou políticos.

O texto também garante aos cadastrados o direito de solicitar a revisão, correção ou exclusão de informações consideradas incorretas ou desatualizadas. Além disso, determina que o banco de dados terá caráter exclusivamente administrativo e não poderá, por si só, fundamentar medidas cautelares ou restrições de direitos. O tratamento das informações deverá seguir as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A regulamentação da norma deverá ser publicada pelo Executivo estadual em até 90 dias.

Foto: Sejusp/Divulgação
Fonte: O TEMPO
Instagram: @otempo

MG REFORÇA COMBATE AO CRIME

Encontre uma reportagem