Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificaram a presença de sertralina, princípio ativo de um antidepressivo amplamente utilizado, no cérebro de tubarões-martelo capturados no litoral do Rio de Janeiro.
O estudo analisou animais das espécies Sphyrna lewini e Sphyrna zygaena, ambas criticamente ameaçadas de extinção. Segundo os pesquisadores, os tubarões foram capturados acidentalmente por pescadores e fazem parte do monitoramento realizado pelo Projeto EcoShark.
De acordo com os cientistas, resíduos de medicamentos podem chegar aos oceanos por meio do esgoto doméstico. Como os sistemas convencionais de tratamento não eliminam totalmente esses compostos, eles acabam atingindo rios e o mar, sendo absorvidos por organismos aquáticos e acumulados ao longo da cadeia alimentar.
Os autores destacam que a pesquisa comprova a presença da substância nos animais, mas ainda não há evidências de que o antidepressivo tenha causado alterações no comportamento ou na saúde dos tubarões. Novos estudos serão necessários para avaliar os possíveis impactos dessa contaminação.
Foto: karenr10/iNaturalist
Fonte: Terra da Gente / g1
Instagram: @terradagente @g1
ANTIDEPRESSIVO ENCONTRADO EM TUBARÕES















