A Polícia Civil indiciou Adriana Maria Lima de Brito, de 54 anos, suspeita de fazer ataques racistas contra uma família no metrô de Belo Horizonte, pelo crime de racismo.
O caso aconteceu no dia 5 de junho. As ofensas começaram quando a família – pai, mãe e filha – estava na estação Central e seguiram até a estação José Cândido da Silveira, no bairro Santa Inês, na Região Leste da capital.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, Adriana disse: “Negros fedidos, crioulos fedorentos, raça impura. Vocês não poderiam estar no mesmo ambiente que nós. Vocês deveriam ter descido do metrô, pretos fedorentos”. Ela também gritou: “Eu sou racista”.
A suspeita chegou a ser presa em flagrante, mas conquistou na Justiça o direito à liberdade provisória. Ela foi autuada pelo crime de injúria racial, porém as investigações concluíram que tratou-se, na verdade, de racismo.
“Ali aconteceu uma segregação, porque não havia um motivo concreto plausível para que essa senhora ofendesse aquela família. Aquela família foi ofendida e discriminada de maneira gratuita, de maneira absolutamente inexplicável, tão somente por sua cor e por sua raça. Por isso, o crime a ser perseguido no caso é o crime de racismo, e não de injúria, como inicialmente se pensava”, explicou o delegado Rafael Alexandre de Faria, da 3ª Delegacia Leste de Belo Horizonte.
Segundo o policial, no dia do crime, Adriana disse que estava sendo vítima de um “grande engano” e que “ela que estava sendo atacada”. Ao ser novamente interrogada, durante as investigações, deu outra versão.
De acordo com ele, a mulher negou ter transtornos mentais e confirmou “estar em pleno gozo de suas faculdades mentais”.
Agora, o inquérito será remetido à Justiça. Se a mulher for denunciada e condenada pelo crime de racismo, pode cumprir pena de um a três anos de prisão.
Fonte: Globo Minas. Foto: Lucas Von Dollinger/Itatiaia.

















