O suicídio juvenil é uma preocupação mundial, e há consenso entre pesquisadores de que atos de violência podem ser um importante gatilho para o problema.
A pesquisadora Marilu Carvalho Dantas afirma que, se a vítima estiver sofrendo muito e a escola não tomar uma atitude, é hora de sair. Além disso, o isolamento e a polarização política durante a pandemia de COVID-19 contribuíram para aumentar os incidentes de violência entre jovens.
O líder de um grupo de estudos da Unesp sobre convivência na escola e violência explica que o desfecho de um caso de bullying pode deixar marcas graves na vítima e no agressor, e que é importante tratar a questão de forma séria e eficaz para evitar consequências mais graves.
No final de dezembro, uma análise nos EUA, publicada pela National Bureau of Economic Research, mostrou que o número de suicídios entre jovens é mais alto durante os meses letivos. Segundo o estudo, essas taxas desabaram com o fechamento de escolas na pandemia e voltaram a subir quando houve a reabertura.
Por isso, muitos países têm buscado soluções. O modelo finlandês, por exemplo, faz tanto sucesso desde 2009 que já foi exportado para 20 países europeus e alguns latino-americanos, como Colômbia e Peru. Além de trabalhar com as vítimas e os autores do bullying, também atua com as testemunhas, já que o silêncio ou as risadas de quem observa potencializam os agressores.
Outro exemplo bem-sucedido é o canadense, que criou uma série de materiais para orientar escolas, professores, pais e alunos sobre como lidar com casos de bullying. Isso inclui, por exemplo, um número de telefone para pedir ajuda; sugestão de atividades para crianças e adolescentes; e vídeos de curta duração sobre o fenômeno. Eles estão disponíveis em www.prevnet.ca.














