Nota de R$ 200, lançada em 2020, é pouco vista hoje em dia; entenda o que aconteceu

Por Dentro De Tudo:

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A nota de R$ 200 foi lançada no dia 2 de setembro de 2020 pelo Banco Central. Na data, pouco mais de 603 mil unidades da cédula entraram em circulação na economia brasileira, segundo dados da autarquia.

À época, a novidade gerou grande repercussão, principalmente com relação à escolha do lobo-guará para estampar a cédula. Porém, é comum ouvir nas ruas e nas redes sociais que poucas pessoas tiveram contato com a nova nota.

A reportagem foi à avenida Paulista, em São Paulo, para perguntar às pessoas se elas já tinham visto a cédula de R$ 200.

A maior parte dos entrevistados disse nunca ter visto essa nota. Mesmo quem afirmou o contrário pensa que a circulação dela está abaixo da expectativa criada na época de lançamento.

“Quando eu vi foi um ano atrás, e é muito difícil ver essa nota”, relatou Léia Soares. Ela é recepcionista no escritório da Maison Construções. Da mesma forma, Rafaela Jesus, estudante de fisioterapia, acredita que a circulação da nota “está decepcionando, até agora”.

Banco Central

Questionado pelo R7 sobre o assunto, o Banco Central, que é o orgão responsável pela emissão do dinheiro brasileiro, respondeu:

“O ritmo de utilização da cédula de R$ 200 vem evoluindo em linha com o esperado e deverá seguir em emissão ao longo dos próximos exercícios. Qualquer nova denominação de cédula entra em circulação de forma gradual e de acordo com a necessidade”.

Para Cordenonssi, é “difícil dizer” se ele concorda ou não com a afirmação da autarquia, porque “não está claro o que o BC esperava quando a nota foi lançada”.

“Consultando a base de dados do BC, é possível verificar que a quantidade de cédulas de R$ 200 cresceu mais de 30% no último ano, enquanto o total de cédulas cresceu um pouco mais de 2%. Mesmo assim, as cédulas de R$ 200 representam apenas 1,6% do total de cédulas em circulação”, disse.

    “A título de comparação, a cédula de maior valor (ainda sendo emitida) nos EUA é a de US$ 100, que em 2001 representava 19% do total de cédulas e já em 2021 passou a representar 33,27% do total. A quantidade de cédulas cresceu nesse intervalo a uma taxa média de 7,46%”, completou o economista.

    Um ano depois do lançamento, havia cerca de 80 milhões de papéis em circulação. No dia 2 de setembro do ano passado, aproximadamente 108 milhões.

    Até esta terça-feira (7), quase 124 milhões de notas de R$ 200 se faziam presentes. Para efeito de comparação, a moeda mais popular era a de R$ 50, com mais de 1,9 bilhão de papéis em circulação.

    Motivos da criação

    Quando lançou a cédula, o Banco Central alegou que a pandemia de Covid-19 era o momento oportuno para a implementação da novidade.

    “Com a pandemia, a procura da população pelo dinheiro em espécie aumentou, e essa ocorrência se repetiu em vários países. A quantidade de dinheiro em circulação subiu de cerca de R$ 260 bilhões para R$ 351 bilhões entre março e 31 de agosto”, divulgou o órgão, em nota.

    Ainda, o presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, declarou:

    “Vivemos um momento singular, que trouxe um aumento expressivo da demanda da sociedade por dinheiro em espécie. Não é exclusividade do nosso país. Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem reservas em dinheiro como garantia”.

    Fonte: R7.

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