O mês de março chega com um marco importante no calendário de inclusão para pessoas com deficiência no Brasil: o Dia da Zero Discriminação, instituído no dia 1º de março pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids. A data serve, também, para conscientizar a sociedade acerca da inclusão de indivíduos com outras condições, como os diversos tipos de deficiência.
De acordo com a gestora, o Dia da Zero Discriminação chega para mostrar que é preciso quebrar barreiras. “Avançamos muito, mas ainda temos um longo caminho a ser trilhado para que o mercado de trabalho se torne mais inclusivo. Segundo pesquisa da RAIS, pessoas com deficiência ocupam 1% das vagas de emprego formal no Brasil. Com isso, podemos elencar uma forte hipótese para esse cenário, como, exemplo, a falta de investimento em acessibilidade. Mas, além disso, uma outra situação séria, que é o preconceito existente pela falta de conhecimento. É preciso de fato enxergar o potencial produtivo destes indivíduos”, diz Cíntia Santos.
Segundo a psicóloga, o investimento em educação é o primeiro passo para que, no futuro, o mercado receba profissionais capacitados e que possam ocupar cargos estratégicos nas organizações. “A inclusão nas escolas é um elemento indispensável para a construção de uma sociedade mais inclusiva e, consequentemente, um mercado de trabalho que absorva a mão de obra de pessoas com deficiência. E por isso, trabalhamos tanto no segmento educacional, quanto com consultorias em empresas que desejam se tornar mais inclusivas. Desta forma, conseguimos atuar junto à comunidade escolar, que é a base de tudo, e ao mesmo tempo, preparamos as organizações por meio de consultorias e a implementação de ações que visam mudanças estruturais, ergonômicas e até mesmo na cultura organizacional”, diz.
Orientação e consultoria
Cintia Santos salienta que para se tornar uma empresa inclusiva, os recrutadores devem olhar além da entrevista com o candidato. Ela entende que não é um caminho tão simples, mas reforça que os entrevistadores tem um papel fundamental sobre como receber e direcionar esse profissional nas atividades da empresa. “O setor de recursos humanos tem um papel decisivo na inclusão, e por isso é importante que sejam criadas estratégias práticas e eficazes. Não basta apenas cumprir a Lei de Cotas, é preciso, de fato, incluir. Claro que não existe um manual para tudo isso, já que cada empresa tem uma área de atuação. Porém, nós prestamos consultorias personalizadas aos gestores, para que eles possam receber essas pessoas com total preparo, fazendo com que os seus negócios tenham prosperidade e sejam mais inclusivos”, conclui.
















