O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Belo Horizonte informou nesta sexta-feira (5) que três variantes da covid-19 já foram detectadas na capital mineira. A informação foi confirmada durante coletiva de imprensa do prefeito Alexandre Kalil (PSD) para anunciar medidas sanitárias para tentar barrar a evolução da doença na cidade.
O infectologista e professor da faculdade de medicina da UFMG, Unaí Tupinambás, que faz parte do comitê, explicou que as cepas encontradas na cidade são a P2, P1, B117, sendo todas da Inglaterra. A da África não foi detectada em Belo Horizonte.
“Essas variantes transmitem com mais facilidade. Essa variável pode complicar nossa situação”, esclarece o infectologista.
O infectologista Carlos Starling, que também faz parte do comitê, explicou que essas mutações do vírus surgiram devido ao aumento da circulação de pessoas na capital nos últimos tempos e alertou os moradores para a importância de seguir o isolamento social.
“É necessário que as pessoas entendam que não é para aglomerar em casa. Essas medidas são para evitar aglomerações nas ruas, bares, restaurantes e comércios. Ou seja, para que o vírus pare de circular. Foi exatamente essa circulação extrema do vírus no país que fez com que surgissem essas novas variantes, que é um processo típico de circulação acelerada do vírus. É próprio desse tipo de vírus, que nós chamamos de RNA, fazer mutações”, pondera.
O doutor lembra ainda que essas variantes atingem pessoas de várias idades, o que aumenta a preocupação. “Essas mutações se deram muito bem e são muito mais transmissíveis. Elas pegam pessoas de várias faixas etárias”, explica.


















