No lugar dos apóstolos estavam os profissionais de saúde. Em vez da tradicional cerimônia do lava-pés, os pensamentos se voltavam para quem precisa de ajuda. E na ceia simbólica, o alimento veio em orações para dar mais força a quem continua no enfrentamento da COVID-19.
Devemos pensar nas pessoas que estão sofrendo em clínicas, hospitais, santas casas e outras instituições. Por isso, mais do que nunca, temos que acender a luz da esperança
Nessa quinta-feira (02/04), na Catedral Cristo Rei, em construção na Região Norte da capital, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidiu dois momentos importantes, sem a presença dos fiéis, para marcar a quinta-feira santa e o início do tríduo pascal, “que é o coração da semana santa“, conforme explicou.
No fim da tarde, ele recebeu médicos e enfermeiros, esclarecendo que, em razão da pandemia, o rito de lava-pés se tornou, este ano, simbólico, seguindo diretriz do Vaticano, para evitar a disseminação da doença. Já pela manhã, pela primeira vez, a Catedral sediou a Missa da Unidade, desde 1979 celebrada no Ginásio do Mineirinho, na Pampulha, para cerca de 15 mil pessoas.
Dom Walmor disse que o sentimento em relação aos profissionais de saúde é de gratidão e reverência, pois eles estão “cansados e exauridos” na linha de frente contra o coronavírus. “Peço a Deus que os proteja e que, de mãos dadas, fraternalmente, possamos cuidar uns dos outros neste momento”.
Para o arcebispo, o remédio para as dificuldades está no serviço à vida e aos pobres: “Sem esse remédio, não poderemos encontrar respostas. Precisamos ter a humildade e a simplicidade de Jesus para superar os problemas.”
















