Você sabia que o bom funcionamento do intestino colabora para a digestão, imunidade e humor? Para funcionar regularmente é preciso cuidar da microbiota intestinal (ou flora intestinal), que são trilhões de microrganismos que vivem dentro do intestino e são responsáveis por manter o equilíbrio, controlando a proliferação de bactérias que podem causar doenças.
De acordo com a coloproctologista da Unimed-BH Hilma Nogueira da Gama Monachesi Gaio, não existe um funcionamento padrão. “O intestino saudável a gente considera que funciona de 3 vezes ao dia até de 3 em 3 dias. Tem gente com o intestino mais ressecado pela própria natureza. Tem pessoa que nasce com o intestino mais longo, e, por isso, tem o funcionamento mais lentamente. Isso não quer dizer que é doença e nem que vai causar problema”, explica a médica.
Mas, se o intestino é de um jeito e, de repente, ele muda, é hora de ficar atento e fazer um exame para verificar se pode ser uma doença. “Vamos supor, você tem o intestino preso, funciona de 3 em 3 dias, e de repente você tem dor de barriga, cólica, um gás que você não tinha e começa a funcionar muito, isso é uma coisa que preocupa”, alerta.
A influência do intestino sobre o nosso organismo é tão forte que o órgão vem sendo chamado de ‘segundo cérebro’. “É verdade. O intestino é muito sensível. Quem é que não teve uma dorzinha de barriga quando foi fazer uma prova? Quando passou por um momento estressante? Então, realmente, o intestino tem muitos neurônios. E esses neurônios sofrem com estresse do dia a dia. Por isso que a gente fala que é o segundo cérebro”, detalha Hilma.
As principais doenças que afetam o intestino são a colite, diverticulite e o câncer de intestino. A coloproctologista alerta que, “todas as doenças têm cura. Tudo no início tem cura. Mas o que acontece é que as pessoas se intimidam diante do exame, não sabem a que médico procurar. E, quando procuram, a doença já está avançada”, diz.
Para manter a saúde do intestino é preciso que sejam adotados alguns hábitos, como uma alimentação rica em fibras (frutas, saladas, verduras e legumes), a ingestão de água e exercícios físicos.


















