Um ex-aluno da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de 31 anos, foi preso pela segunda vez na sexta-feira (14), suspeito de praticar crimes de estupro, divulgação de cenas de sexo e nudez sem o consentimento das vítimas e de compartilhar cena pornográfica com menor de idade. Segundo a Polícia Civil, a prisão é preventiva.
O suspeito já havia sido preso no dia 3 de dezembro de 2019, mas foi solto no final de 2020. Segundo a Polícia Civil, na época da soltura, o advogado do suspeito alegou que ele era “viciado em sexo”.
O delegado da Polícia Civil Túlio Leno disse, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (17), que, assim que o suspeito foi liberado, ele voltou a praticar os crimes. Durante esse período, outras três vítimas foram identificadas, inclusive uma menina que tinha 15 anos na época do abuso.
As investigações foram retomadas após uma mulher de 24 anos procurar a delegacia, em março deste ano, e ter dito que foi estuprada por David.
Segundo o delegado, com as informações do inquérito de 2019, a polícia traçou comportamento similar do suspeito.
A polícia explicou que, inicialmente, os encontros marcados por meio de um site de encontros eram consentidos com as mulheres. Mas, durante o ato sexual, o suspeito era violento e forçava a outros atos que as vítimas não queriam.
O suspeito disse à polícia que ele impunha código às vítimas, como forma de estabelecer um acordo para que ele parasse o ato, como ingerir sua urina. “Ele fez vídeo longo de 6 minutos de uma vítima ingerindo a própria urina dele”, contou o delegado.
O ex-estudante de arquitetura foi encontrado depois que os policiais conseguiram localizar o IP (Internet Protocol) do computador que ele usava para compartilhar e armazenar os vídeos feitos sem o consentimento das vítimas.
Durante busca e apressão, foram apreendidos celular, chips de memória e uma porção de maconha.
O preso foi encaminhado para o Centro de Remanejamento do Gameleira (Ceresp).

















