Equipamento estragado no IML de BH atrasa identificação de corpos

Por Dentro De Tudo:

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Um equipamento estragado no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte atrasou a identificação de mais de 20 corpos armazenados no local. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a corporação fez uma parceria com a Fundação Ezequial Dias (Funed) e, desde o dia 22 de junho, passou a usar o quantificador de DNA da instituição para retomar os trabalhos.

O problema no equipamento impactou, inclusive, a identificação de segmentos de corpos encontrados em Brumadinho, após o rompimento da barragem da Vale. O trabalho de identificação destas vítimas também foi retomado após a parceria com a Funed.

Ao todo, 270 pessoas morreram na tragédia da mineradora, sendo que 10 continuam desaparecidas. No dia 27 de maio deste ano, através da análise de um fragmento do fêmur encontrado no dia 14 de janeiro, o soldador e mecânico Renato Eustáquio de Sousa foi identificado.

A PCMG informou que, além do apoio da fundação, “adota todas as providências cabíveis para manutenção corretiva do equipamento, cujo procedimento licitatório está em curso”. Ainda segundo a polícia, um pregão para contratação do conserto está marcado para o dia 6 de julho.

O quantificador de DNA é usado em casos em que não é possível identificar o corpo por papiloscopia, antropologia ou odontologia. Até a última atualização desta reportagem, a Polícia Civil não havia informado quando o aparelho estragou.

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