O dia 28 de julho foi instituído em 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais. No Brasil, o Julho Amarelo promove ações sobre o tema em todo território nacional. Segundo a gastroenterologista Amanda Morêto, a data serve principalmente como um alerta para a importância do diagnóstico precoce.
Ao fazer um diagnóstico precoce e instituir um tratamento adequado é possível se prevenir de uma possível progressão natural dessas doenças para um quadro de cirrose. Além de barrar a disseminação das hepatites entre a população, garantindo um controle mais efetivo do problema”, explica Morêto.
Informações da OMS também apontam que as hepatites virais B e C são doenças silenciosas e as principais causadoras de hepatite crônica e cirrose, afetando 325 milhões de pessoas no mundo e causando 1,4 milhão de mortes por ano. A condição ainda infecta mais pessoas do que o HIV e é a segunda maior causa de morte entre as doenças infecciosas depois da tuberculose.
Pensando nisso, a gastroenterologista também alerta que a cirrose é o principal fator de risco para o câncer de fígado, além da possibilidade da hepatite B crônica evoluir para um tumor hepático, independente da presença de cirrose. Portanto, a realização de exames para a detecção das hepatites é imprescindível.
“Os testes podem ser realizados gratuitamente pelo SUS, em qualquer unidade básica de saúde e são indicados para quem recebeu transfusão de sangue antes de 1993, para aqueles acima dos 40 anos ou caso haja exposição a situações de risco como seringas compartilhadas, sangue contaminado ou sexo sem proteção”, diz Amanda.
Por serem doenças tratáveis, a gastroenterologista reforça a importância do mês e do dia em especial para que haja uma maior conscientização do problema, “que pode trazer grandes consequências à saúde do paciente e elevar a taxa de mortalidade”, diz.

















