Belo Horizonte e Porto Alegre são as capitais com maior expectativa de vida no país; veja ranking

Por Dentro De Tudo:

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O Mapa das Desigualdades analisa e compara 40 indicadores relativos a objetivos de desenvolvimento sustentável, estabelecidos pelas Nações Unidas, abrangendo temas de saúde, educação, renda, habitação e saneamento. Para os responsáveis pelo estudo, esse índice, de idade média ao morrer, é um “sintetizador” da situação social das cidades brasileiras.

“A idade média ao morrer é o resultado de uma combinação de fatores. É baixa, geralmente, porque existe um problema maior de mortalidade jovem e infantil, que são reflexos de problemas nas áreas da saúde, da violência, de educação, de saneamento, de habitação”, explicou Jorge Abrahão, coordenador-geral do Instituto Cidades Sustentáveis.

Ainda segundo o pesquisador, a diferença entre a maior e a menor idade média ao morrer, de 15 anos, é um grande demonstrativo da grande desigualdade que marca o país.

“É uma diferença muito grande, um dado relevante e muito importante sobre esse que é o maior problema do Brasil. Nosso intuito é mostrar esses dados para direcionar investimentos e políticas públicas justamente para reduzir essa desigualdade”, completou.

Usina do Gasômetro, vista de cima, em Porto Alegre — Foto: Marcelo Viola/PMPA

Usina do Gasômetro, vista de cima, em Porto Alegre — Foto: Marcelo Viola/PMPA 

Diferenças locais e regionais

Para o pesquisador, também não é possível apontar fatores específicos que colocam Belo Horizonte e Porto Alegre no topo desse ranking ou problemas que levaram Boa Vista ao último lugar. 

“Para termos essa informação, o ideal é que cada capital construísse um mapa da desigualdade, dentro da própria cidade, porque existe uma diferença interna, muitas vezes maior que a do Brasil. Existem bairros e distritos de Belo Horizonte que têm expectativas de vida que superam os 80 anos, enquanto outras podem ser abaixo dos 60. A partir daí, é possível chegar a conclusão dos motivos que levam a esses resultados”, esclareceu Jorge Abrahão.

O levantamento também ressalta desigualdades entre as regiões brasileiras — capitais do Sul e do Sudeste dominam as primeiras colocações do ranking. 

“Isso mostra que as cidades do Sul e do Sudeste têm condições de infraestrutura e de acesso mais elevadas que outras cidades. Se é possível que essas cidades tenham indicadores mais elevados dentro de um mesmo país, o que elas estão fazendo para isso?”, questionou o pesquisador.

Parque do Rio Branco, um dos pontos turísticos de Boa Vista — Foto: Richard Messias/PMBV/Semuc

Parque do Rio Branco, um dos pontos turísticos de Boa Vista — Foto: Richard Messias/PMBV/Semuc 

Ranking — Idade média ao morrer

Expectativa de vida do brasileiro volta a subir após queda na pandemia

Fonte: Globo Minas.

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