A recusa à vacinação, especialmente entre os jovens, tem levado ao aumento de doenças que já estavam controladas, como a coqueluche, que preocupa especialistas em saúde. O médico infectologista Adelino Júnior alerta que a falta de imunização pode comprometer a “imunidade de rebanho”, permitindo o retorno de doenças contagiosas e colocando em risco populações vulneráveis, como idosos, bebês e pessoas com sistema imunológico comprometido.
A baixa cobertura vacinal, particularmente entre adolescentes, é atribuída, segundo Eduardo Prosdocimi, subsecretário de Vigilância em Saúde de Minas Gerais, ao fato de as gerações mais jovens não terem vivenciado as doenças que afetaram seus pais e avós, criando uma falsa sensação de segurança. No entanto, ele reforça que a ausência de surtos só ocorre devido à vacinação.
O Brasil, que perdeu o status de país livre de sarampo em 2019 devido à baixa vacinação, recentemente recuperou esse status, o que demonstra a importância da imunização na prevenção de doenças. Em Minas, o aumento de casos de coqueluche é alarmante, com 439 registros até 19 de novembro de 2024, um aumento de mais de 31 vezes em comparação com o ano anterior.
A coqueluche, uma infecção respiratória causada por bactéria, pode ser fatal para bebês não vacinados. A vacina tríplice bacteriana, que protege contra coqueluche, difteria e tétano, é fundamental para evitar complicações graves. As autoridades estaduais estão promovendo uma campanha de vacinação, com mais de 1,9 milhão de doses distribuídas até o final de novembro de 2024, visando imunizar a população e combater o ressurgimento dessas doenças.
Fonte: O TEMPO



















