Uma mulher foi condenada a devolver R$ 3,7 milhões ao Exército após fraudar o sistema de pensões por mais de três décadas. Ela falsificou documentos para se passar por filha de um militar que atuou na Segunda Guerra Mundial, garantindo o benefício de forma irregular durante 33 anos.
A Justiça Militar determinou a devolução do valor e a condenou por estelionato. Apesar de recorrer ao Superior Tribunal Militar, o pedido foi negado. Segundo as investigações, a fraude teve início antes de a ré completar 18 anos, quando ela conseguiu se registrar como filha do militar e, dois anos depois, passou a receber a pensão.
Em 2021, a irregularidade foi descoberta após uma denúncia feita por um familiar à Polícia Civil e à Administração Militar. Após a abertura de uma sindicância, os pagamentos foram suspensos. A mulher admitiu ter ciência do ato ilegal e, mesmo orientada a interromper os pagamentos indevidos, preferiu continuar recebendo o benefício.
O caso exemplifica os impactos de fraudes no sistema público e ressalta a importância da fiscalização rigorosa para evitar prejuízos aos cofres públicos.


















