A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, recusou o pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para arquivar parcialmente a investigação contra o cantor Gusttavo Lima e outros envolvidos na Operação Integration, que apura possíveis crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
De acordo com a magistrada, há “claros indícios de práticas ilegais” envolvendo movimentações financeiras suspeitas e transações realizadas de forma obscura. A decisão destaca a relação do cantor com investigados, como André da Rocha Neto e Aislla Sabrina Truta Henriques Rocha, além de sua participação de 25% na empresa VaideBet, ligada a casas de apostas ilegais.
O MPPE havia solicitado o arquivamento em 26 de novembro, alegando que não encontrou provas suficientes para vincular as operações financeiras investigadas ao cantor e a outros suspeitos. No entanto, a juíza alegou que as conclusões do Ministério Público carecem de análise mais profunda, ressaltando que os indícios apontam para a necessidade de continuidade das apurações.
Defesa de Gusttavo Lima
Em nota oficial, a assessoria jurídica do cantor esclareceu que ele não é sócio da VaideBet e que seu envolvimento com a empresa se limita a contratos de uso de imagem para fins publicitários e uma possível participação nos lucros em caso de venda da marca. A defesa reiterou confiança de que a inocência do artista será comprovada.
Histórico do caso
Em setembro deste ano, Gusttavo Lima teve sua prisão preventiva decretada, mas a decisão foi revogada um dia depois, permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade. O cantor foi acusado de supostamente colaborar na fuga de investigados para fora do país. Desde então, as investigações continuam em andamento.
A decisão da juíza Andréa Calado da Cruz determina que o caso seja encaminhado ao Procurador-Geral de Pernambuco para análise, mantendo o cantor como alvo das apurações.
Fontes: Fernanda Rodrigues/CNN Brasil
Foto: Reprodução/Redes Sociais
















