Durante as festividades de final de ano, como Natal e Réveillon, a pressão social para consumir bebidas alcoólicas tende a aumentar, especialmente em contextos de confraternização familiar e entre amigos. Essa cultura do consumo de álcool como um requisito para a diversão é fortemente enraizada na sociedade brasileira, o que pode gerar desconforto, ansiedade e até distúrbios emocionais em quem opta por não beber.
O psicólogo Welder Vicente destaca que a pressão para consumir álcool pode resultar em sentimentos de inadequação, baixa autoestima e depressão. Para lidar com essa pressão, ele sugere práticas de terapia cognitivo-comportamental, como a reestruturação de pensamentos negativos, a assertividade nas respostas a comentários indelicados e o planejamento antecipado para evitar situações desconfortáveis. Além disso, ter apoio de amigos e familiares que respeitam a escolha pode reduzir a sensação de exclusão.
Um dos fatores que contribui para essa pressão é a normatização do álcool como parte das interações sociais. O psicólogo observa que muitas vezes a cultura em torno do consumo de álcool valoriza a bebida como uma forma de socialização e lazer, levando a um preconceito com aqueles que escolhem não beber.
Welder também aponta que a dinâmica familiar tem grande influência na aceitação ou rejeição dessa escolha. Famílias que normalizam o consumo de álcool podem tornar mais difícil para um membro se abster sem enfrentar julgamentos. Nesse contexto, ele defende a terapia cognitivo-comportamental como uma forma de ajudar os indivíduos a comunicarem suas escolhas de maneira saudável e a fortalecer a autoconfiança.
Promover uma cultura de respeito às escolhas individuais e alternativas sociais que não envolvam álcool é essencial para criar ambientes mais inclusivos e respeitosos, especialmente nas festividades de final de ano.

















