O que começou como um hobby curioso se tornou pauta nos tribunais. Os bebês reborn, bonecas hiper-realistas que simulam recém-nascidos, estão no centro de disputas judiciais em todo o país. Casos vão desde contestação de multas de trânsito até batalhas familiares envolvendo a “guarda” dos brinquedos.
Um exemplo emblemático ocorreu em Itanhaém (SP), quando uma mulher tentou anular uma multa alegando que o “bebê” visto no banco da frente era, na verdade, uma boneca reborn. A Justiça, no entanto, manteve a infração, considerando válido o relato dos agentes.
Na esfera familiar, a situação se repete. Em São Carlos (SP), um pai foi à Justiça para reaver uma boneca reborn da filha, avaliada em R$ 1 mil, após ameaça da ex-esposa de doar os pertences da criança. Em Sergipe, outra disputa envolveu o uso da boneca como pivô de brigas entre pais separados.
Até mesmo o universo das chamadas “cegonhas” — fabricantes artesanais das bonecas — enfrenta conflitos judiciais envolvendo acusações entre produtoras, impulsionadas por disputas comerciais e o grande número de seguidores nas redes sociais.
Com preços que variam entre R$ 850 e R$ 6 mil, e exigem até 15 dias de trabalho artesanal, os reborn seguem ganhando popularidade no Brasil — e agora, também espaço no Judiciário.
📸 Foto: Arquivo pessoal/Guia de Bem-Estar/Getty Images
📎 Fonte: Metrópoles
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