Minas Gerais alcançou um marco histórico em 2024 ao registrar superávit recorde de R$ 21,2 bilhões no comércio interestadual, segundo levantamento da Fundação João Pinheiro (FJP) divulgado nesta terça-feira (15). Essa é a segunda vez que o estado fecha com saldo positivo nas trocas comerciais com outras unidades da federação, superando o desempenho de 2023.
Ao todo, as transações entre exportações e importações somaram R$ 1,2 trilhão no ano, crescimento de 7% em relação ao ano anterior. As exportações mineiras aumentaram 8,6%, enquanto as importações subiram 5,6%.
Para o governador Romeu Zema, os dados evidenciam a força da economia mineira. “Estamos vendendo mais para outros estados, gerando empregos, investimentos e desenvolvimento. Isso mostra a competitividade de Minas”, afirmou.
O estudo utilizou dados das Notas Fiscais Eletrônicas (NFe) e está disponível no site da FJP, incluindo um painel interativo.
Destaques das exportações
Os principais produtos exportados por Minas Gerais foram:
- Automóveis, partes e acessórios: crescimento de 21,1%, com destaque para São Paulo (29,3%).
- Ferro fundido, ferro e aço: principais destinos foram São Paulo e Rio de Janeiro.
- Máquinas e equipamentos mecânicos: aumento de 13,7%, com São Paulo absorvendo 39,2%.
- Produtos farmacêuticos: crescimento expressivo de 47,9%, com Espírito Santo e São Paulo como maiores compradores.
- Máquinas e equipamentos elétricos: aumento de 22,3%, com destaque para SP e RJ.
Importações
Minas Gerais também ampliou as importações:
- Automóveis, peças e acessórios: vieram principalmente de SP, PR, RS e PE.
- Máquinas mecânicas e elétricas: compradas em maior volume de SP, SC e AM.
- Combustíveis minerais e plásticos: vindos majoritariamente de SP e RJ.
Segundo o pesquisador Lúcio Barbosa, os dados ajudam o governo a identificar gargalos e oportunidades para ampliar a produção local e incentivar cadeias produtivas estratégicas.
Fonte: DeFato Online / Agência Minas
Foto: Reprodução / DeFato Online
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