Pessoas trans podem alterar nome e gênero gratuitamente em Minas; veja como fazer

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Entre 2022 e 2025, mais de 2 mil pessoas trans em Minas Gerais buscaram a Defensoria Pública para realizar a retificação de nome e gênero nos documentos oficiais. O procedimento, que é gratuito no estado, representa um importante passo para o reconhecimento da identidade de travestis, mulheres e homens trans.

Um exemplo é Nzambi Niara, cabeleireira e orientadora social, que retificou seus documentos em junho de 2024. Para ela, o ato foi mais que jurídico: “Foi um ato de afirmação. Ver o nome Nzambi Niara no documento é ver refletido quem eu realmente sou”. Nzambi foi eleita princesa da Corte Momesca do Carnaval de BH 2025, sendo a primeira mulher trans a integrar a realeza carnavalesca da capital.

Como fazer a retificação

  • A pessoa deve ter 18 anos ou mais. Menores precisam solicitar judicialmente.
  • O processo é gratuito para quem nasceu em Minas Gerais.
  • A retificação pode ser feita no cartório onde a pessoa foi registrada ou em qualquer cartório, que encaminhará o pedido.
  • Basta preencher uma declaração, se reconhecendo como travesti, mulher ou homem transexual.
  • Não é exigida autorização judicial, nem laudos médicos ou psicológicos.
  • A mudança é sigilosa e não consta nos documentos retificados qualquer menção à alteração.
  • Após a retificação, a pessoa deve solicitar a atualização de outros documentos: RG, CPF, CNH, histórico escolar, títulos, etc.

Documentos necessários

  • Certidão de nascimento ou casamento atualizada (a Defensoria pode fornecer gratuitamente).
  • RG e CPF (original e cópia).
  • Título de eleitor.
  • Comprovante de endereço.
  • Passaporte (se tiver).
  • Certidões negativas da Justiça do Trabalho, Eleitoral, Militar, etc.

Onde buscar ajuda

Em Belo Horizonte, o atendimento é feito na Defensoria Especializada em Direitos Humanos:

📍 Avenida Bias Fortes, 431 – Bairro Lourdes

📞 Telefone: (31) 2010-2083

Fonte: g1 Minas | Reportagem de Zu Moreira

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