Matteos França Campos, preso por matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bomfim França, foi transferido nesta segunda-feira (28) do Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, para o Presídio Inspetor José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves. A medida, segundo a defesa, ocorreu após ele receber ameaças de morte de outros detentos e devido à superlotação da cela.
De acordo com o advogado Gabriel Arruda, Matteos foi ameaçado assim que os demais presos descobriram o motivo de sua prisão. “Os presos perguntaram e, ao saberem o que ele fez, ameaçaram matá-lo”, afirmou.
A Secretaria de Justiça informou, por meio de nota, que as transferências fazem parte da rotina de gestão do sistema prisional, mas que detalhes não são divulgados por motivos de segurança.
Matteos foi preso na última sexta-feira (25), cinco dias após o corpo da mãe ser encontrado em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima estava seminu, coberta por um lençol e com sinais de violência. A Polícia Civil, no entanto, descartou crime sexual, apontando que houve tentativa de simulação por parte do autor para despistar as investigações.
Durante depoimento, Matteos confessou ter matado a mãe por estrangulamento dentro do apartamento onde moravam, após uma discussão motivada por dívidas dele. Ele afirmou que estava em colapso e que acumulava dívidas com jogos de apostas e empréstimos consignados. Após o crime, ele colocou o corpo no carro da vítima e o abandonou perto de um viaduto.
A Justiça decretou no domingo (27) a prisão preventiva do investigado. A decisão da juíza Juliana Beretta Kirche não teve os detalhes divulgados, já que o processo corre em segredo de justiça.
No sábado (26), foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais a exoneração de Matteos de um cargo comissionado que ocupava na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Ele estava nomeado em função de direção e assessoramento e recebia R$ 4.516,90 líquidos. A Sedese afirmou que a exoneração foi decidida pelo gabinete da pasta e que “não compactua com crimes, desvios de conduta ou quaisquer irregularidades cometidas por seus servidores”.
O governador Romeu Zema comentou o caso nas redes sociais, parabenizando a polícia pela prisão e reforçando que “em Minas, criminoso não tem vez”.
Foto: Reprodução / Redes sociais
Fonte: g1 Minas
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