Deputados de MG questionam STF por barrar reajuste de servidores

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

A suspensão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do reajuste adicional concedido aos servidores estaduais da educação, segurança pública e saúde, foi alvo de críticas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na Reunião Ordinária desta quarta-feira (27/4/22), parlamentares afirmaram que a mesma atitude não seria tomada se interferisse nos salários dos próprios ministros do STF. 

Também na reunião, vários deputados foram ao microfone para defender a aprovação de projeto do deputado Cleitinho Azevedo (Cidadania), que extingue a Taxa de Renovação e Licenciamento Anual de Veículo (TRLAV). Por fim, foi apresentada questão de ordem com um recurso contra a extinção, determinada pela Casa, do Bloco Luiz Humberto Carneiro, que apoia o Governo de Minas. 

Na opinião de Cleitinho Azevedo, se fosse para aumentar o salário dos juízes do STF, essa medida não seria derrubada. Ele apresentou comparações entre os ganhos dos servidores prejudicados e os dos membros do Supremo, como o salário médio do professor de R$ 2,3 mil versus os R$ 39 mil dos magistrados. Ou o salário inicial de um policial militar, de R$ 4 mil, frente aos R$ 11 mil só de auxílio moradia dos ministros. “Não tem dinheiro para o trabalhador, mas para bancar mordomia, tem”, indignou-se.

Noutro momento, Cleitinho Azevedo solicitou aos pares que aprovassem em Plenário o projeto de sua autoria que extingue a taxa de licenciamento. “Peço humildemente o apoio dos colegas para que a população mineira pague menos. O Estado está aqui para servir a população, não o contrário – a população servir o Estado”, defendeu. 

Encontre uma reportagem