A autoestima do empreendedor

Quando falo com empreendedores, além de me colocar no lugar de cada um – pois sim, estamos do mesmo lado, vejo que um das maiores questões que “empacam” o crescimento é emocional. Uma visão diminuída de suas potências colocam em cheque negócios que poderiam ser, e não são.

Ninguém se vê no espelho do tamanho que realmente é. Isso tem a ver com autoestima. Não somos tudo que podemos ser porque pensamos menos do que somos.

O ex presidente americano John F. Kennedy tem uma frase emblemática: “Compatriotas: não perguntem o que seu país pode fazer por vocês, perguntem o que você pode fazer por seu país. Concidadãos do mundo: não perguntem o que os Estados Unidos podem fazer por vocês, e sim o que podemos fazer juntos pela liberdade do ser humano”. Trazendo para nossa realidade, como empreender sem olhar o todo, o coletivo?

Empreender é criar soluções em produtos, serviços ou quaisquer experiências que sejam de fato relevantes e essenciais. Vejo empreendedores já na ativa ou em potencial errando muitas vezes pela pressa, pelo imediatismo. Pressa e frustração, normalmente andam juntas. Com uma análise real (pé no chão mesmo) de mercado, oportunidades, sustentabilidade do negócio – sim, tão importante quando colocar um negócio de pé, é torná-lo relevante com o tempo, e adequar-se às demandas sem perder sua essência; todos esses elementos fazem você errar menos.

Errar menos te dá mais confiança. Perde menos dinheiro. E sempre falo: tudo que o dinheiro pode comprar é barato – porque há como fazer. Inspiração, tendências, espirito coletivo e gestão de pessoas são recursos básicos e que requerem demais do empreendedor para fazer dar certo.

A parte final, que também é a principal, é reconhecer que nem todos os dias serão sol, e nem todos os dias serão chuva. Aprender a lidar com altos e baixos – da empresa, da vida pessoal, do mercado, da economia, fazem parte da vida de qualquer empreendedor. A inteligência emocional de entender que isso também vai passar fazem a diferença. Pense nisso: se você não for o líder, sempre o primeiro, sua satisfação virá? Preste muita atenção na régua que se coloca como medição – almeje sim, busque o melhor, mas respeite o tempo – seu e do negócio – e faça seu melhor.

Por: Cris Arcangeli

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