A doença que não dói: nova era no cuidado restaura possibilidades para gordura no fígado

Por Dentro De Tudo:

Compartilhe

Silenciosa e muito mais comum do que parece, a gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, voltou ao centro do debate com os avanços da ciência sobre o tratamento da doença. Estimativas indicam que cerca de um em cada três adultos no país pode ter a condição, proporção que chega a ser muito maior entre pessoas com excesso de peso e diabetes. A preocupação é que, sem cuidado, o quadro pode evoluir para complicações graves. A boa notícia é que uma nova era de abordagens de cuidado direcionado traz evidência robusta de que é possível mudar essa realidade.

Mas por que o tema parece estar na moda? A compreensão do excesso de peso como doença crônica e a chegada de novas possibilidades de tratamento eficaz ampliaram o foco para órgãos-alvo, como o fígado, explica Fernanda Canedo, hepatologista e gerente médica da Novo Nordisk. A esperança vem do que aprendemos na última década. Hoje falamos em novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência, do acompanhamento multidisciplinar e programas estruturados de mudança de estilo de vida a opções terapêuticas com evidência clínica para controle do peso e de doenças associadas. São estratégias que, quando bem indicadas e monitoradas, apresentam novos resultados e benefícios indiscutíveis aos pacientes, ressalta.

Condição silenciosa
O fígado sofre em silêncio, pois esse órgão não possui terminações nervosas de dor como outras partes do corpo. Na maioria das pessoas, a gordura vai se acumulando por anos, sem provocar sintomas claros. A hepatologista adverte que, quando algum desconforto aparece, como cansaço ou sensação de peso abdominal, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado.

Quanto mais cedo, melhor: como identificar e cuidar da gordura no fígado
Não esperar pelos sintomas: exames de sangue, ultrassom, testes não invasivos de fibrose e elastografia ajudam a identificar a gordura no fígado e estimar riscos a partir de dados simples;
Buscar cuidado personalizado: o acompanhamento contínuo com um médico, com metas realistas, faz a diferença. Mesmo perdas de peso modestas já trazem benefício clínico mensurável para o fígado;
Somar novas abordagens ao cuidado: há tratamentos com evidência científica que não substituem dieta e mudanças no estilo de vida, mas podem ajudar quando bem indicados pelo médico.

Os sinais de alerta passam por fatores de risco conhecidos, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes e diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono e histórico familiar de problemas no fígado. O recado é simples: nesses casos, vale conversar cedo com o médico, mesmo que você se sinta bem. É importante sempre consultar um profissional de saúde.

7 sinais para conversar com o médico
– Um ou mais fatores de risco, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono, hipertensão, histórico familiar de gordura no fígado ou cirrose;
– Alterações em exames de rotina: testes hepáticos alterados ou achados incidentais de esteatose hepática em ultrassom, independente do grau;
– Cansaço persistente sem explicação aparente;
– Aumento da circunferência abdominal mesmo sem grande ganho de peso;
– Ronco alto e pausas na respiração durante o sono, que são sintomas de apneia do sono;
– Sinais de resistência à insulina, como acantose nigricans;
– Consumo de bebidas alcoólicas: mesmo quando o álcool não é a causa principal, ele pode agravar o quadro. Vale conferir o padrão de consumo com o médico.

O alerta é importante, pois grande parte dos casos aparece por acaso, em exames de rotina ou em ultrassom solicitado por outro motivo. E, sem cuidado, casos mais graves podem evoluir para câncer e necessidade de transplante, com riscos além do fígado, incluindo problemas no coração.

O papel da ciência e da inovação
Com décadas de pesquisa em doenças metabólicas e investimento contínuo em inovação, a Novo Nordisk atua para transformar conhecimento científico em soluções de saúde. A companhia dinamarquesa, com atuação global, destaca a importância de novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência e do acesso a opções de tratamento com evidência clínica, que podem apoiar médicos e pacientes no manejo do risco metabólico e da gordura no fígado.

Seguimos apostando continuamente em inovação para ampliar essas possibilidades. Sem substituir a orientação médica, nosso papel é contribuir com ciência, educação e opções para impulsionar mudanças em saúde que façam a diferença na vida das pessoas, finaliza Canedo.

Saiba mais sobre gordura no fígado aqui. Procure um profissional de saúde para orientação, diagnóstico e decisões sobre tratamento.

Crédito da foto: Divulgação
Fonte: Globo (G1) / March 12, 2026
© Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda. | ® Novo Nordisk A/S
SAC: 0800 014 44 88 | https://ift.tt/PkrdpOF
BR26NNM00025 / Fevereiro 2026
Material destinado a público geral.

Referências:
1. Chalasani N, Younossi Z, Lavine JE, et al. AASLD Practice Guidance on the clinical assessment and management of non-alcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023;77(5):1797-1835.
2. Younossi ZM, et al. Global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023 Apr;77(4):1335–1347.
3. European Association for the Study of the Liver (EASL); European Association for the Study of Diabetes (EASD); European Association for the Study of Obesity (EASO). EASL–EASD–EASO Clinical Practice Guidelines on the management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). J Hepatol. 2024;81(1):126–180.
4. Treede RD, Rief W, Barke A, et al. Chronic pain as a symptom or a disease: the IASP Classification of Chronic Pain for the ICD-11. Pain. 2019;160(1):19–27.
5. Younossi ZM, Golabi P, de Avila L, et al. The global epidemiology of NAFLD and NASH in patients with type 2 diabetes. J Hepatol. 2019;71(4):793–801.
6. Musso G, Cassader M, Olivetti C, Rosina F, Gambino R. Association of obstructive sleep apnoea with the presence and severity of non-alcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2013;57(3):1396–1407.
7. McPherson S, Hardy T, Dufour JF, et al. Age as a confounding factor for the accurate non-invasive diagnosis of advanced NAFLD fibrosis. Hepatology. 2017;65(5):1455–1465.
8. Vilar-Gomez E, Martinez-Perez Y, Calzadilla-Bertot L, et al. Weight loss through lifestyle modification significantly reduces features of NASH and fibrosis. Gastroenterology. 2015;149(2):367–378.

Encontre uma reportagem