Marvio Blanco Ludolf, de 43 anos, estava na capital mineira para prestar concurso quando foi vítima de uma tragédia ao tentar ajudar uma mulher em situação de perigo.
A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou nesta segunda-feira (27) novos detalhes sobre a morte de Marvio Blanco Ludolf, advogado de 43 anos, esfaqueado na Praça Raul Soares, no Centro de Belo Horizonte, na madrugada do último sábado (25). A vítima, natural do Rio de Janeiro, estava na cidade para participar de um concurso de delegado, marcado para o domingo (26).
Segundo as investigações, Marvio e um amigo, policial civil de Pernambuco, saíram para aproveitar a noite em bares e boates da capital mineira. Após deixarem uma boate na Savassi, os dois retornavam de carro por aplicativo ao hotel quando, ao passarem pela Praça Raul Soares, perceberam uma mulher gritando por socorro. Ela dizia que estava sendo roubada durante uma discussão com um homem.
Preocupados com a situação, os amigos pediram ao motorista do aplicativo para parar o veículo e desceram para ajudar a mulher. No entanto, as investigações apontaram que o caso não era um assalto. O casal estava discutindo porque o homem queria retirar seus pertences da bolsa da companheira antes de ir embora, deixando-a sozinha no bar.
Tumulto e tragédia
A tentativa de ajuda resultou em um tumulto. Um terceiro envolvido, um estudante de engenharia de 25 anos, que também estava no local, acreditou que sua amiga, frequentadora do bar, havia sido agredida durante a confusão. Armado com um canivete, ele desferiu dois golpes no peito de Marvio. O advogado morreu no local antes que pudesse receber socorro.
Após o crime, o estudante fugiu, mas foi localizado pela Polícia Civil em seu apartamento, um imóvel de luxo na região da Savassi. Durante a abordagem, houve um equívoco quando o porteiro do prédio confundiu os agentes da Polícia Civil com falsos policiais e acionou a Polícia Militar, o que gerou um breve desentendimento entre as corporações antes de a prisão ser efetivada.
O corpo de Marvio foi encaminhado ao Rio de Janeiro, onde será sepultado.
Repercussão
A morte do advogado gerou comoção entre familiares, amigos e colegas da área jurídica. Marvio era descrito como uma pessoa generosa e preocupada com o próximo, características que ficaram evidentes em sua tentativa de ajudar a mulher na praça.
“Ele sempre foi alguém que se importava com as pessoas. É uma perda imensurável para todos que o conheciam,” disse um amigo da vítima.
O estudante de engenharia, agora preso, responderá por homicídio. A Polícia Civil segue investigando o caso e ouvindo testemunhas para esclarecer todos os detalhes da confusão que levou à tragédia.














