Bares, restaurantes e lanchonetes de Belo Horizonte deverão disponibilizar, a partir de abril, ao menos uma versão impressa do cardápio ou oferecer tablet para consulta dos clientes, além do tradicional QR Code.
A nova regra foi sancionada pelo prefeito Álvaro Damião e publicada no Diário Oficial do Município no fim do ano passado. O projeto é de autoria do vereador Arruda (Republicanos), que argumentou que nem todos os consumidores têm facilidade com cardápios exclusivamente digitais.
De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 21% dos clientes relatam dificuldades ao realizar pedidos apenas por meio digital. A entidade defende que os estabelecimentos atendam diferentes perfis de público e que a acessibilidade seja vista como valor estratégico.
Custos e reações do setor
Empresários apontam que os custos podem ultrapassar R$ 1.000 por rodada de impressão, especialmente em restaurantes que utilizam materiais com acabamento mais sofisticado. A atualização constante de preços, influenciada pela inflação dos alimentos, pode exigir reimpressões frequentes.
Por outro lado, redes como a Outback Steakhouse já haviam retomado o cardápio físico anteriormente, alegando que o material impresso faz parte da experiência e da conexão do cliente com a marca.
Enquanto parte do setor considera a obrigatoriedade excessiva, outros avaliam que a medida amplia a inclusão e garante acesso mais democrático às informações.
Fonte: O TEMPO
Foto: Imagem ilustrativa – Reprodução/Pixabay
















