A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta quarta-feira (1º) retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras em aeroportos e aviões, uma das medidas de proteção contra o coronavírus.
O uso de máscaras ficou em vigor entre 2020 e agosto de 2022, quando foi abolida, mas voltou a ser implementada em novembro de 2022.
A decisão contra a obrigatoriedade das máscaras nos terminais aeroportuários foi tomada a partir de um pedido formalizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
A entidade se baseou em uma revisão de estudos internacionais publicada na “Cochrane Library”, cuja principal conclusão é de que a proteção facial não teria impacto significativo. No entanto, cientistas apontaram fragilidades do estudo e questionaram resultados.
De acordo com as orientações gerais da Organização Mundial de Saúde (OMS), revisadas no último mês, as máscaras são recomendadas para “qualquer pessoa em espaço lotado, fechado ou mal ventilado”.
A decisão para derrubar a obrigatoriedade foi tomada por maioria dos votos de três de cinco diretores da Anvisa, que votaram até o momento.
“O cinto de segurança salvo uma análise mais aprofundada gera benefício única e exclusivamente para quem o usa. Não usar o cinto de segurança normalmente não traz um risco para outrem, o risco principal é para quem usa ou não usa o cinto de segurança. Entretanto, com a devida explicação e veiculação da informação correta, apresentação dos estudos vigentes quanto à importância do cinto, ele hoje é praticamente incontestável no mundo todo”, disse o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, durante a reunião desta quarta.
“A questão do uso da máscara é um pouco além, por que ela envolve a prevenção para terceiros. Então, quem usa máscara se protege mas também protege a terceiros”, completou.
Fonte: O Tempo.



















