Um gesto simples, silencioso e carregado de fé marcou a noite desta sexta-feira (16) na Avenida Rômulo Joviano, em frente ao Lanagro, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Werlyson Rodrigues da Silva, de 35 anos, voltou ao local onde quase perdeu a vida em um grave acidente de trânsito ocorrido no final de novembro de 2025 — e ali, de joelhos, agradeceu a Deus por estar vivo.
Segundo Werlyson, o acidente aconteceu após ele sair para dar uma volta depois de um período difícil. Ele havia recebido o décimo terceiro salário e decidiu sair de casa para “esfriar a cabeça”. Sozinho no carro, seguia pela Avenida Rômulo Joviano quando perdeu o controle da direção, poucos metros antes do Lanagro. O veículo rodou violentamente e colidiu com força.
“O cinto me sufocava, eu não conseguia respirar. Achei que aquele seria o meu último dia”, relatou.
Mesmo com fortes dores, Werlyson conseguiu, com muita dificuldade, soltar o cinto de segurança e sair do carro. A Polícia Militar já estava no local quando ele caiu no chão e perdeu a consciência. Ele foi socorrido e encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal.
“Quando acordei no PA, parecia um filme de terror. Eu não sabia onde estava, só sentia medo. Mas estava vivo.”
O impacto foi tão violento que apenas o banco do motorista permaneceu inteiro dentro do veículo, o que reforça a gravidade do acidente. Werlyson afirma que, se houvesse um passageiro, dificilmente teria sobrevivido.
Após semanas de recuperação, praticamente sem sair de casa, ele sentiu que precisava retornar ao local do acidente — não por curiosidade, mas por gratidão.
“Quando vi como o carro ficou, pensei: eu preciso voltar lá. Preciso agradecer. Deus me deu uma nova vida.”
Na noite desta sexta-feira (16), acompanhado por um amigo, Werlyson parou novamente em frente ao Lanagro. Desceu do carro, se ajoelhou no asfalto da Avenida Rômulo Joviano e, em silêncio, fez sua oração.
Não houve discurso, nem plateia. Apenas um homem de joelhos, agradecendo por estar vivo.
“Eu ajoelhei porque foi ali que Deus me deixou ficar. Eu tinha que voltar.”
A cena emocionou quem passava pelo local e transformou um ponto marcado pela dor em um símbolo de fé, sobrevivência e recomeço.
















