A partir de 26 de maio de 2026, empresas brasileiras terão que ampliar a atenção aos fatores de risco psicossociais dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), previsto na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1).
Com a atualização, aspectos como sobrecarga de trabalho, assédio e condições organizacionais que afetam a saúde mental dos trabalhadores deverão ser identificados, avaliados e incluídos no inventário de riscos ocupacionais, junto aos riscos físicos, químicos e ergonômicos.
Segundo a psicóloga Cristiane Belmonte, da Belmonte Saúde, a mudança aumenta a fiscalização sobre práticas que já deveriam integrar a rotina das empresas. De acordo com ela, os riscos psicossociais sempre estiveram presentes e já eram contemplados tecnicamente nas análises ergonômicas, mas agora haverá maior cobrança sobre o cumprimento das medidas.
A especialista afirma que empresas que realizam esse trabalho de forma estruturada conseguem reduzir afastamentos, adoecimento e custos assistenciais, além de ampliar a segurança jurídica em fiscalizações e ações trabalhistas.
Cristiane também alerta para o crescimento acelerado do mercado de consultorias e cursos ligados ao tema, ressaltando a importância de as empresas buscarem profissionais qualificados para conduzir as análises.
A atualização da NR-1 reforça ainda a necessidade de integração entre setores como recursos humanos, liderança e segurança do trabalho, exigindo revisão de práticas internas, metas e cultura organizacional.
Segundo a especialista, o risco psicossocial deve ser tratado com a mesma seriedade dedicada aos demais riscos ocupacionais dentro das empresas.

















