Um grupo de bancos internacionais alerta que o uso de agentes de inteligência artificial (IA) para realizar compras pela internet pode ampliar golpes, fraudes e problemas de privacidade. Os agentes de IA são sistemas que executam tarefas em nome do usuário, como localizar produtos, comparar opções e efetuar compras.
Segundo o relatório, grandes organizações financeiras afirmam que o avanço dessa tecnologia ocorre mais rápido do que a criação de padrões regulatórios e mecanismos de proteção ao consumidor. Entre os bancos citados estão NatWest, Bank of America, ING, Capital One e Commonwealth Bank of Australia.
Principais riscos apontados
– Desvio de decisão: o agente pode escolher o produto errado ou fazer o usuário gastar além do previsto.
– Fraude: o agente pode solicitar dados do cartão e inseri-los em sites inadequados ou direcionar para formas de pagamento com menos proteção.
– Privacidade: para atuar, os agentes podem exigir acesso a informações pessoais e financeiras, elevando a importância de regras sobre armazenamento e uso de dados.
– Responsabilização: pode haver dúvidas sobre quem responde por uma compra realizada por meio de IA.
Propostas de regulação
Os bancos defendem regras para esse tipo de comércio, incluindo:
– obrigatoriedade de informar quando um agente de IA participa de uma transação;
– maior transparência sobre os critérios usados pelos sistemas para tomar decisões;
– proteção de dados de consumidores e a possibilidade de clientes e comerciantes escolherem serviços de comércio eletrônico baseados em IA;
– interoperabilidade entre diferentes sistemas para que operem de forma integrada.
Uso da tecnologia e impacto no consumidor
O movimento já se observa no comportamento de compradores. A varejista britânica informou que, em setembro, 2,5% das buscas originaram-se de agentes de IA, ante 0,3% no ano anterior. Isso reforça a necessidade de instituições estabelecerem regras e proteções antes que o uso se torne ainda mais comum nas compras pela internet.
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Texto: via g1
Foto: g1
Observação: Este texto não cita nomes de pessoas, exceto políticos e celebridades, conforme solicitado.














