Bets: entidades alertam para migração a sites ilegais e perda de bilhões em arrecadação

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Entidades que representam o setor de apostas afirmam que a proibição das bets no Brasil pode levar parte dos apostadores para plataformas clandestinas, que não estão submetidas às mesmas regras de identificação, proteção de menores, bloqueio de públicos vulneráveis e ferramentas de autoexclusão.

O alerta foi divulgado em um manifesto assinado por nove associações após o governo federal publicar a medida provisória que proíbe as apostas online no país.

Segundo o documento, o mercado regulado já impediu o acesso de cerca de 3 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC e recebeu mais de 1,2 milhão de pedidos de autoexclusão. As entidades afirmam que, em plataformas clandestinas, também há menos mecanismos de controle sobre pagamentos e identificação dos usuários.

Outro ponto levantado é o impacto na arrecadação. De acordo com o manifesto, as empresas autorizadas recolheram R$ 9,95 bilhões em tributos e destinações legais em 2025, além de R$ 2,5 bilhões em outorgas. Entre janeiro e julho de 2026, a arrecadação do setor teria chegado a R$ 8,75 bilhões.

As entidades também apontam possíveis efeitos sobre investimentos, empregos e setores que mantêm relações comerciais com as bets, como esporte, tecnologia, publicidade, turismo e meios de pagamento.

Especialistas ouvidos pela imprensa também discutem a possibilidade de migração de apostadores para plataformas ilegais. A avaliação, porém, é apresentada como uma previsão e não como um efeito já comprovado da medida.

Crédito da matéria: O Tempo
Crédito da foto: Rodney Costa/O Tempo

BETS: ENTIDADES ALERTAM PARA SITES ILEGAIS E PERDA DE BILHÕES EM ARRECADAÇÃO

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