A taxa de ocupação da população chegou a 59,1% em 2025, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior. O indicador mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar e registra recuperação de 3,8 pontos percentuais desde o décimo-sexto ano de referência, quando ficou em 55,3%.
Setores com maior expansão
O crescimento da ocupação foi impulsionado principalmente pelos serviços e pela administração pública. Entre 2012 e 2025, áreas de administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais adicionaram 4,9 milhões de trabalhadores. Setores de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas incorporaram 3,8 milhões de ocupados no período. Por outro lado, áreas tradicionais sofreram retração: agropecuária, construção e serviços domésticos registraram quedas.
Mais escolaridade
Em 2025, 43,6% da população ocupada tinha ensino médio completo ou superior incompleto, ante 35,7% em 2012. Trabalhadores com pelo menos ensino médio completo passaram de menos da metade em 2012 para 68,5% em 2025, e a participação de quem tem ensino superior completo subiu de 14,1% para 24,9%. Em contrapartida, a parcela de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 32,6% para 18,3%. Analista do IBGE atribui o fenômeno ao aumento da escolarização entre os jovens.
Mais trabalhadores por conta própria
A participação de trabalhadores por conta própria cresceu de 22,4% para 25,4% entre 2012 e 2025, enquanto empregados permaneceram a maior parcela, em 69% do total. O recuo dos trabalhadores familiares auxiliares de 3% para 1,2% evidencia mudanças na estrutura ocupacional ao longo da década. No setor privado com carteira assinada, permanece como principal segmento, respondendo por 37,8% da população ocupada em 2025; trabalhadores sem carteira somam 13,4%, e trabalhadores domésticos, 5,5%. No setor público, a participação chegou a 12,3%.
Microempresas e distribuição regional
No setor privado, a maior concentração de empregos permanece nas microempresas: 48,8% dos 84,6 milhões de trabalhadores desse segmento atuavam em estabelecimentos com até cinco pessoas ocupadas em 2025. Outros 9,6% estavam em empresas com seis a dez trabalhadores, 12,1% em negócios de 11 a 50 pessoas e 29,5% em estabelecimentos com mais de 50 empregados.
Análise final
Os dados apontam não apenas para um recorde de ocupação, mas também para mudanças estruturais no perfil do trabalhador brasileiro: maior participação feminina, aumento da escolaridade e crescimento do trabalho por conta própria ao longo da última década.
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Texto: via g1
Foto: g1















