O Brasil registrou, em 2024, a menor taxa de sub-registro de nascimentos desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2015. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Segundo o levantamento, apenas 0,95% das crianças nascidas no país deixaram de ser registradas em cartório dentro do prazo legal considerado, índice inferior aos 4,21% registrados em 2015.
O estudo também mostrou queda na subnotificação de nascimentos no sistema de saúde, que recuou para 0,39%.
De acordo com o IBGE, os dados são obtidos a partir de registros civis e sistemas do Ministério da Saúde, permitindo acompanhar o avanço da documentação civil no país.
A pesquisa aponta diferenças importantes entre as regiões brasileiras. O Norte apresentou a maior taxa de sub-registro, com 3,53%, seguido pelo Nordeste, com 1,34%. Já as regiões Sul e Sudeste tiveram os menores índices.
O levantamento revelou ainda que partos realizados fora de hospitais possuem maior dificuldade de regularização documental. Enquanto os nascimentos hospitalares registraram taxa de sub-registro de 0,83%, os partos domiciliares chegaram a 19,35%.
Entre os municípios com maiores índices de sub-registro de nascimento aparecem cidades das regiões Norte e Nordeste. Em alguns casos, mais da metade das crianças nascidas em 2024 não foram registradas dentro do prazo legal.
O IBGE também divulgou dados sobre registros de óbitos. O sub-registro de mortes caiu para 3,40% em 2024, abaixo dos 4,89% registrados em 2015. Já entre crianças menores de 1 ano, o índice ainda preocupa e chegou a 10,8% no país.
Segundo o instituto, os resultados aproximam o Brasil das metas internacionais de universalização do registro civil previstas pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Crédito da foto: Arquivo g1.
Fonte: g1 Economia e IBGE, reportagem publicada em 20 de maio de 2026.


















