As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, desaparecidos desde 4 de janeiro, passaram a ocorrer de forma mais direcionada, com foco na investigação policial e na adoção de ferramentas que possam ajudar a localizá-los. Entre os recursos usados está o protocolo Amber Alert, coordenado pela Polícia Civil do Maranhão. O Amber Alert emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças e utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento. Segundo o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, o uso do Amber Alert é essencial para ampliar o alcance das buscas pelos irmãos.
O alerta é ativado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e permanece ativo no feed de usuários da região. As notificações incluem dados como nome, características físicas e contatos para envio de informações. O MJSP afirma que o protocolo é utilizado de forma excepcional, quando há indícios de que a criança ou adolescente esteja em risco de morte ou de lesão corporal grave.
As buscas pelos irmãos completam 22 dias neste domingo, 25, e passaram por uma mudança na estratégia na última semana, após o depoimento do primo de 8 anos que estava com as crianças e com a ausência de vestígios nas áreas vasculhadas. Depois de varreduras minuciosas em diversas áreas, sem pistas significativas, as autoridades informaram que as buscas serão reduzidas, enquanto a investigação policial será intensificada. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), as equipes permanecem em prontidão para retomar as buscas em locais específicos caso novos indícios surjam. “O trabalho continua. A Polícia Militar e a Polícia Civil, por meio do inquérito, vão dar mais vazão às suas atividades. Enquanto isso, buscas localizadas serão feitas ou refeitas de acordo com a necessidade”, afirmou Maurício Martins, secretário de Segurança Pública do Maranhão.
Os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, continuam desaparecidos.
As buscas no rio Mearim seguem em andamento, com equipes especializadas prontas para atuar em áreas de mata e lago. Nos primeiros 20 dias de buscas pelas crianças, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações por terra e por água, incluindo áreas de mata fechada e de difícil acesso. Mais de mil pessoas, entre agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. Desde o desaparecimento, buscas em áreas de mata e no rio Mearim ocorreram paralelamente à investigação, conduzida por uma comissão especial de segurança.
Uma comissão especial de segurança, composta por dois delegados de São Luís e uma delegada de Bacabal, conduz o inquérito, que já ultrapassa 200 páginas.
Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal
Uma das três crianças que estavam desaparecidas foi encontrada com vida no Maranhão. O menino de 8 anos ficou desaparecido na mata por cerca de três dias e foi encontrado em 7 de janeiro por carroceiros que passavam pela região. Após 14 dias internado, ele teve alta na terça-feira, 20 de janeiro, e a Justiça do Maranhão concedeu autorização para que ele pudesse participar das buscas pelos primos. O relato dele apontou parte do trajeto percorrido até um pé de maracujá próximo à casa de seu pai. Para evitar serem vistos por um tio, ele decidiu entrar por outro trecho da mata. A partir desse ponto, o grupo teria se perdido, e ele afirmou que não havia nenhum adulto acompanhando o trajeto e que as crianças não encontraram frutas para se alimentar.
Neste sábado, 24 de janeiro, ele retornou ao quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, onde vive com a família. Eles, que antes moravam em uma casa simples de barro e madeira, ganharam uma nova casa no village.
Secretário faz apelo sobre fake news
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou que todas as pessoas ouvidas até o momento durante a investigação do desaparecimento dos irmãos foram na condição de testemunhas e que “qualquer informação diferente disso é falsa”. Martins usou as redes sociais para alertar que boatos espalhados sobre o caso prejudicam as buscas e aumentam a dor da família. “É inaceitável e irresponsável a disseminação de notícias falsas sobre o desaparecimento das crianças no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Boatos apenas ampliam a dor da família e prejudicam diretamente os trabalhos de busca”, afirmou. O secretário destacou, ainda, que espalhar boatos ou repassar informações falsas às forças de segurança é crime e reforçou que as informações oficiais sobre o caso são divulgadas por meio de porta-vozes autorizados ou de notas oficiais.
Infográfico – Crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão. Arte/G1
Crédito da foto: Reprodução/TV Globo. Fonte: G1. Infográfico: Arte/G1.


















