Para manter o sustento durante as obras, a caminhoneira conseguiu um emprego temporário, realizando diárias em uma transportadora. Ela busca levar encomendas da base de Palmas até o depósito em Gurupi diariamente. O apoio de uma vaquinha virtual e doações de peças para a cabine ajudaram no processo de recuperação, mas ainda faltam itens da parte mecânica.
“Falta bastante coisa. Falta todas as mangueiras de combustível e de água. Algumas peças de ferro entupiram com as placas que derreteram; algumas vão ter que ser substituídas, outras dá para recuperar. O motor não queimou, apenas a junta do cabeçote, que é mais fácil de resolver”, explicou.
O incêndio ocorreu no dia 15 de janeiro de 2026, na quadra 210 Sul, após um suspeito invadir a casa do sogro de Letícia para furtar. O caminhão estava estacionado em frente ao imóvel e foi incendiado. O mesmo homem também seria responsável por invasões a outras residências e por atear fogo em roupas.
O veículo é avaliado em cerca de R$ 110 mil e não possuía seguro. Letícia contou ao g1 que só conseguiu adquirir o caminhão com um empréstimo do pai, que também é caminhoneiro, dado que utilizou o próprio veículo como garantia. O casal, incluindo o marido, Shander Lucas, que abandonou o emprego para acompanhar as entregas, dependia do caminhão como única fonte de renda. A rotina era deixar o veículo na porta da casa do sogro antes das saídas para o trabalho, aproximadamente às 5h.
O g1 solicitou informações à Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre a investigação do incêndio, mas não houve resposta até a atualização mais recente.
Texto: via g1
Foto: g1
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