O câncer colorretal, tradicionalmente associado a pessoas acima dos 50 anos, tem avançado entre adultos mais jovens em diversos países. Estudo publicado na revista The Lancet Oncology identificou aumento da incidência em 27 de 50 países analisados, sendo que em 20 deles o crescimento ocorreu principalmente entre os mais jovens. Nos Estados Unidos, a doença já é a que mais mata pessoas abaixo dos 50 anos, segundo dados da Sociedade Americana do Câncer.
No Brasil, o tumor de cólon e reto é o terceiro mais comum, com cerca de 45 mil novos casos estimados por ano. A mortalidade aumentou quase 50% nas últimas duas décadas, e a projeção é de crescimento de 36% nas mortes até 2040, conforme levantamento da Fundação do Câncer. Mais de 60% dos casos no país ainda são diagnosticados em estágio avançado, o que reduz significativamente as chances de sobrevivência.
Entre os principais fatores de risco estão obesidade, sedentarismo, alimentação rica em carnes vermelhas e processadas, consumo de álcool, tabagismo, doenças inflamatórias intestinais e histórico familiar. Pesquisadores também investigam o papel de mudanças no microbioma intestinal e do aumento do consumo de alimentos ultraprocessados como possíveis explicações para o avanço precoce da doença, embora ainda não haja consenso científico.
Os sintomas podem incluir sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente e anemia. Especialistas recomendam que pessoas com risco médio iniciem exames de rastreamento aos 45 anos, por meio de testes de fezes ou colonoscopia, enquanto indivíduos com histórico familiar ou outras condições de risco devem procurar avaliação médica mais cedo. O diagnóstico precoce é decisivo: quando detectado em estágio inicial, o câncer colorretal pode ter taxa de sobrevivência superior a 80%.
Crédito da matéria: Deutsche Welle
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