Um caso recente trouxe atenção para um tipo raro de câncer associado ao uso de próteses mamárias, identificado após o aumento repentino de uma das mamas de uma influenciadora. A suspeita inicial era de ruptura do implante, mas exames revelaram a presença de líquido ao redor da prótese anos depois da cirurgia, um sinal considerado atípico pelos médicos.
A investigação apontou um linfoma anaplásico de grandes células associado a implantes mamários (BIA-ALCL), um câncer que não se origina no tecido da mama, mas no sistema linfático. A doença costuma se desenvolver na cápsula que envolve a prótese e pode surgir muitos anos após a colocação do implante.
Especialistas explicam que o BIA-ALCL é raro e, na maioria dos casos, está relacionado a próteses de superfície texturizada, que podem favorecer inflamações crônicas ao longo do tempo. O principal sinal de alerta é o inchaço tardio da mama, geralmente causado pelo acúmulo de líquido, além de dor persistente, assimetria ou endurecimento.
Quando diagnosticado precocemente e restrito à cápsula do implante, o tratamento costuma ser cirúrgico, com a retirada da prótese e da cápsula, e o prognóstico é considerado favorável. Casos mais avançados podem exigir terapias complementares, como quimioterapia ou imunoterapia.
O episódio reforça a orientação de que próteses mamárias não são dispositivos permanentes e exigem acompanhamento médico contínuo. Alterações tardias não devem ser consideradas normais e precisam ser investigadas para garantir diagnóstico precoce e segurança às pacientes.
Fonte: g1
Crédito das fotos: Arquivo pessoal / Fabiana Catherino


















