Um levantamento baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizado pelo Inesc e pela CommonData, aponta que 49,8% das candidaturas válidas nas Eleições 2026 são de pessoas pretas ou pardas. O percentual se aproxima da composição racial da população brasileira, estimada em 55,5% nesse recorte.
Até 16 de agosto, eram 10.191 candidaturas negras, sendo 2.789 de pessoas pretas e 7.402 de pessoas pardas. O número representa avanço em relação a 2022, quando a participação de candidatos negros correspondia a 35,5% do total.
Apesar do crescimento, o estudo chama atenção para um ponto considerado decisivo: a quantidade de candidaturas não significa, necessariamente, igualdade de condições na disputa. Financiamento eleitoral, tempo de propaganda, estrutura de campanha e fiscalização das cotas raciais continuam entre os principais desafios.
A Emenda Constitucional nº 133, de 2024, alterou regras relacionadas à distribuição de recursos para candidaturas de grupos discriminados. Segundo a análise, também é necessário fortalecer mecanismos de heteroidentificação para evitar possíveis fraudes na utilização das cotas raciais.
No recorte de gênero, homens brancos representam 32,7% das candidaturas, seguidos por homens pardos (24,1%), mulheres brancas (16%) e mulheres pardas (12,2%). O estudo aponta crescimento ainda discreto da participação feminina e das mulheres negras.
Também foram registradas 191 candidaturas indígenas e 212 quilombolas, mostrando uma presença ainda pequena, mas considerada relevante para a representatividade política.
Os números definitivos das candidaturas deverão ser consolidados pelo TSE ao longo de setembro.
Crédito da matéria: @DeFatoOnline
Fontes: Inesc, CommonData e TSE
Foto: Imagem ilustrativa
CANDIDATURAS NEGRAS AVANÇAM, MAS COTAS AINDA GERAM DEBATE















