Canetas emagrecedoras diminuem consumo do feijão

Por Dentro De Tudo:

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As chamadas “canetas emagrecedoras”, utilizadas para controle de peso e redução do apetite, passaram a integrar o rol de preocupações do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe). Segundo o presidente da entidade, Marcelo Luders, a queda no consumo do feijão no Brasil vem sendo monitorada há anos — e o novo cenário pode intensificar essa retração.

Há três décadas, o brasileiro consumia, em média, 18,8 quilos de feijão por habitante ao ano. Em 2023, esse número caiu para 13 quilos e, mais recentemente, recuou para cerca de 12 quilos per capita/ano.

Com a popularização dos medicamentos que inibem o apetite, pesquisas já apontam redução no consumo em restaurantes, sobretudo os que operam no sistema self-service, bastante utilizado por trabalhadores no dia a dia. O feijão, tradicional presença no prato feito brasileiro, estaria entre os alimentos impactados.

Além da diminuição do apetite, estudos indicam alterações no paladar dos usuários desses medicamentos. Soma-se a isso a percepção equivocada de que o feijão “engorda”. Especialistas e representantes do setor contestam essa visão, ressaltando que o alimento é fonte relevante de proteína vegetal, ferro, fibras, minerais e vitaminas do complexo B, além de contribuir para a saciedade quando consumido dentro de padrões equilibrados de alimentação.

Diante do cenário, o Ibrafe aposta em estratégias de marketing para reforçar a importância nutricional do grão e estimular seu consumo no mercado interno. Paralelamente, a entidade tem intensificado ações de promoção no exterior, incluindo eventos gastronômicos com chefs, o que tem contribuído para o crescimento das exportações.

A avaliação do setor é que, apesar das mudanças nos hábitos alimentares, o feijão segue como alimento central na cultura brasileira e pode manter espaço na dieta, desde que reposicionado com informação e valorização nutricional.

Foto: Pixabay / Reprodução

Fonte: Portal Itatiaia

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