O Carnaval de Belo Horizonte em 2026 entrou para a história com números recordes de público, impacto econômico e diversidade. De acordo com a Pesquisa do Folião, realizada pela Belotur, 33% dos entrevistados se declararam LGBTQIAPN+, e a promoção do respeito e da diversidade em eventos públicos recebeu nota média de 9,7.
A capital mineira reuniu 6,6 milhões de foliões, superando edições anteriores. Do total, 76,3% eram moradores da cidade e 23,3% visitantes. Entre os turistas, a idade média foi de 32 anos, com predominância masculina (55,6%) e maioria solteira (69,7%).
O prefeito Álvaro Damião destacou o crescimento do evento: “Foi o maior Carnaval da história de Belo Horizonte. Nós superamos os números dos anos anteriores e consolidamos a cidade como um dos principais destinos do país nesse período.”
Impacto econômico e estrutura
A movimentação financeira alcançou cerca de R$ 1,4 bilhão. Aproximadamente 349 mil turistas passaram pela cidade, com gasto médio diário de R$ 575,38 por visitante. Já os moradores tiveram gasto per capita médio de R$ 154,85. A taxa de ocupação hoteleira chegou a 83,5%, com quase 100% na região Centro-Sul.
O evento recebeu avaliação geral de 8,6 e nota de recomendação de 9,3. A Guarda Civil Municipal não registrou casos de assédio. Entre 17 ocorrências registradas nas ruas, houve quatro de tráfico de drogas, três de lesão corporal e dois furtos.
O Carnaval também gerou aproximadamente 25 mil empregos diretos e indiretos. Foram cadastrados 11.528 ambulantes e instaladas 15.438 diárias de banheiros químicos, sendo 442 adaptados para pessoas com deficiência. Ao todo, 457 blocos desfilaram pelas ruas da capital.
Fonte: BHAZ (texto original)
(Foto: Amanda Serrano/BHAZ)
















