A denúncia de uma influenciadora que afirmou ter ficado com falhas no couro cabeludo após realizar um exame toxicológico para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) levantou dúvidas sobre a forma correta de coleta dos fios.
Segundo especialistas, a quantidade de cabelo necessária para o exame é equivalente à espessura de uma caneta. O material é retirado, preferencialmente, do couro cabeludo, pois a legislação exige uma janela mínima de detecção de 90 dias, o que permite identificar o eventual consumo de substâncias ao longo desse período.
Caso a pessoa não tenha cabelo com comprimento suficiente, a coleta pode ser feita com pelos do corpo. Em situações excepcionais, como casos comprovados de alopecia universal, o exame pode ser realizado utilizando unhas. De acordo com os especialistas, procedimentos estéticos como tintura, descoloração e alisamento não alteram o resultado do teste.
O caso ganhou repercussão após a influenciadora Ana Karolina afirmar que uma profissional retirou uma quantidade de cabelo muito superior à necessária durante o procedimento, deixando uma falha visível em seu couro cabeludo. Em nota, o laboratório responsável informou que identificou uma falha no procedimento, lamentou o ocorrido e afirmou que está prestando assistência à cliente.
O exame toxicológico é obrigatório para motoristas das categorias C, D e E e também em outras situações previstas pela legislação de trânsito.
Foto: Reprodução/Redes sociais
Fonte: O TEMPO
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