A morte do cão comunitário conhecido como Orelha, de cerca de 10 anos, comoveu moradores da Praia Brava, em Florianópolis, e provocou uma ampla mobilização em Santa Catarina e nas redes sociais. O animal, que era cuidado coletivamente pela comunidade local, foi encontrado gravemente ferido dias após desaparecer e não resistiu, sendo submetido à eutanásia devido à gravidade das agressões.
A Polícia Civil identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões que levaram à morte do cachorro. As apurações avançaram a partir da análise de câmeras de segurança e depoimentos de moradores, resultando no cumprimento de mandados de busca e apreensão. Também é investigada uma denúncia de possível coação de testemunha, supostamente envolvendo o pai de um dos adolescentes, embora não haja confirmação de participação de policial no crime.
O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o caso por meio das promotorias da Infância e Juventude e do Meio Ambiente. O governador Jorginho Mello se manifestou publicamente, afirmando que as provas reunidas são graves e que o inquérito seguirá os trâmites legais, respeitando o Estatuto da Criança e do Adolescente, já que há menores envolvidos.
Orelha era um dos cães mascotes da Praia Brava e fazia parte do cotidiano da região, sendo alimentado e cuidado por moradores. Desde sua morte, protestos presenciais e manifestações virtuais pedem justiça, reunindo moradores, ONGs, protetores independentes e até celebridades. Com cartazes, caminhadas e homenagens, a comunidade reforça o apelo por responsabilização e pelo combate à violência contra animais.



















