Centros prisionais operam com superlotação e viram unidades permanentes em MG

Por Dentro De Tudo:

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Criados para funcionar como porta de entrada do sistema prisional, os Centros de Remanejamento de Presos passaram a operar como unidades permanentes em Minas Gerais, com superlotação e condições consideradas precárias.

Vistorias recentes apontam que quatro das cinco unidades do estado estão acima da capacidade. Ao todo, os espaços somam pouco mais de 2 mil vagas, mas abrigam mais de 4 mil detentos, o que representa taxa média de ocupação de cerca de 180%.

As inspeções também identificaram que esses centros, destinados originalmente a presos provisórios, hoje mantêm pessoas em diferentes regimes, inclusive já condenadas. A situação contribui para o acúmulo de detentos e dificulta a rotatividade prevista para esse tipo de unidade.

Relatos apontam que a superlotação compromete rotinas básicas, como atendimento médico, visitas e atividades externas. Há ainda denúncias de estrutura inadequada, falta de ventilação, problemas sanitários e insuficiência de equipes de segurança.

Especialistas avaliam que o modelo atual descaracteriza a função original desses centros e agrava problemas no sistema prisional, já que não oferecem estrutura adequada para permanência prolongada nem condições para atividades de ressocialização.

Levantamentos indicam ainda que a maioria dos detentos nesses locais aguarda julgamento, o que reforça a necessidade de revisão no fluxo do sistema.

Autoridades afirmam que os dados devem orientar futuras ações de fiscalização e melhorias, enquanto o cenário atual é apontado como um dos principais desafios da segurança pública no estado.

Crédito da matéria: O Tempo

Crédito da foto: Flavio Tavares/O Tempo

Fonte: @otempo

SUPERLOTAÇÃO TRANSFORMA PRESÍDIOS EM CAOS

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